Leishmaniose Visceral Canina: Estudo Imaginológico em Cães Naturalmente Infectados


Autor: Alexandre Redson Soares da Silva.

Alterações locomotoras são incomuns em cães com leishmaniose visceral. Embora a origem dos sinais clínicos permaneça obscura, a poliartrite deve ser considerada como um potencial diagnóstico nestes casos. Muitos agentes etiológicos podem causar poliartropatias, sendo estas classificadas em não inflamatórias e inflamatórias. Acredita-se que a poliartrite induzida por Leishmania spp. seja decorrente de uma reação inflamatória granulomatosa, causada pela presença de parasitos ou por uma resposta celular e humoral. O diagnóstico clínico ainda é um desafio para os profissionais de saúde, devido à grande variedade de sinais inespecíficos em decorrência da leishmaniose visceral. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivos avaliar radiotomograficamente as articulações umeroradioulnares, radiocarpicametacárpicas, femurotibiopatelares e tibiotarsicametatársicas, a fim de caracterizar as lesões osteoarticulares, fornecendo subsídios para os clínicos que atuam em áreas endêmicas. Para tanto, foram utilizados 46 cães, naturalmente infectados, com diagnóstico firmado por meio dos exames imunocromatográfico (95,65%), ELISA (97,82%) e/ou parasitológico direto (95,65%), provenientes do Centro de Controle de Zoonoses de Bauru. Não houve predileção quanto ao sexo (1:1). A maioria dos animais não apresentava precisa definição racial (78,26%). A idade variou entre um a 12 anos, com mediana igual a três anos. Sinais clínicos compatíveis com poliartrite foram observados em 32,60%. Alterações radiográficas e tomográficas importantes foram observadas em 77% e 91% dos caninos, respectivamente, sendo as articulações tibiotarsicametatársicas a mais afetada em ambos os testes, acomentendo cães sintomáticos e assintomáticos. Os sinais imaginológicos foram variados, não sendo possível determinar um padrão específico para a doença, porém a presença de trabeculado ósseo evidente, esclerose óssea e osteólise foram os mais frequentemente observados. Ademais, notou-se uma tendência para o envolvimento bilateral e simétrico. Notou-se ausência de significância quando comparadas as lesões radiotomográficas entre os animais sintomáticos e assintomáticos. Diante do estudo conduzido em cães naturalmente portadores de leishmaniose visceral podemos concluir que o exame tomográfico foi mais sensível que o radiográfico; as alterações radiotomográficas apresentaram-se simétricas, bilaterais e com ausência de sinais patognomônicos; as articulações tiobiotarsicametatársicas foram as mais afetadas; a poliartrite associada a leishmaniose visceral é uma condição frequente; a leishmaniose visceral deve ser incluída no diagnóstico diferencial de poliartrite, mesmo na ausência dos sinais clínicos clássicos da doença.

Para visualizar e baixar a tese completa acesse:

SILVA, Alexandre Redson Soares da. Leishmaniose Visceral Canina: Estudo Imaginológico em Cães Naturalmente Infectados. 2014. 128 f. Tese (Doutorado em Biotecnologia Animal) – Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2014.

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Fonte: https://eradiologia.wordpress.com/2016/05/01/leishmaniose-visceral-canina-estudo-imaginologico-em-caes-naturalmente-infectados/

UM POUCO SOBRE COTAS


*Este texto foi escrito pela professora Elika Takimoto em seu facebook, de tão interessante e também emocionante, o transformamos em post deste blog!

Há quatro anos, tivemos no CEFET/RJ nossos primeiros alunos cotistas. Para entrar lá, os jovens fazem uma prova de seleção. Naquele ano, 50% das vagas foram destinadas para alunos negros, de escolas públicas e com renda baixa.

Lembro-me que levei um susto ao entrar em sala. Havia negros e alunos extremamente diferentes na forma de se expressar. Eu simplesmente não sabia como lidar. Pensei em escrever uma carta para Dilma reclamando. Se esse governo quer colocar cotistas em sala, que ao menos nos dê uma certa infra-estrutura para recebê-los! Psicólogos, pedagogos, assistentes sociais… cadê esse time para nos ajudar? Nada? Como assim?

Da mesma forma que sempre fazia com a minha turma, eu mandava o meu aluno estudar. Dizia que se ele não fizesse a parte dele, não passaria porque bababá bububú… muitos alunos cotistas não mexiam o dedo mesmo eu repetindo o discurso: você tem que estudar! Você tem que estudar!!!

Percebi que muitos não sabiam o que era “estudar” porque, meodeos, nunca haviam estudado. Era como eu virar para qualquer outro na rua que nunca, por exemplo, estudou música e falar: você tem que treinar piano! Você tem que treinar piano! O cara ia sentar em frente ao piano e fazer o quê? Não saberia nem por onde começar! Quando percebi isso entrei em desespero porque o problema era muito maior do que pensava…

O que fazer? Desistir? Deixar que todos repetissem? Mas seriam muitos! O desespero une os seres humanos que estão sob o mesmo inferno. Nós, professores, fomos conversando e juntamente com parte da equipe pedagógica, criando subsídios para esses alunos.

A ficha caiu quando um menino de boné e cordão prata veio até mim e falou: “Professora, você fala que eu tenho que estudar. O que seria exatamente isso? Eu não quero perder essa oportunidade. Me ajuda…”

Esse menino mal sabia pegar no lápis por falta de hábito…

Tivemos que lidar também com tensões e preconceitos que existiam entre eles. Por exemplo, alguns alunos que vieram de escolas particulares com família bem estruturada não entendiam por quê o colega não fazia o trabalho direito. Inicialmente, houve, em algumas turmas, segregação. No jogo de xadrez, por exemplo, onde temos peças pretas e brancas, eles perguntavam quem seria os cotistas e os não-cotistas…

Sei que criamos aulas de atendimento… preparamos nossos monitores para atender a esse novo perfil de aluno. Ensinei a aluno segurar no lápis e organizar o raciocínio para aprender física e fazer problemas de IME e ITA como fazia em todos os outros anos e dá-lhe conversas com todos os demais privilegiados para entender que não é excluindo que incluímos ninguém. Não é fazendo o mal que faremos um bem…

O que nenhum professor do CEFET admitia era baixar o nível de nossa instituição. Eles, os alunos cotistas, teriam que alcançar os demais. Foi preciso muita dedicação, hora extra, mais avaliações para o aluno ter oportunidade de recuperar a nota – dentre outras coisas maiores como, por exemplo, amor ao próximo e empatia à causa – para que o equilíbrio, enfim, fosse alcançado.

Foi preciso muito mais trabalho…

Fizemos um forte levantamento sobre o rendimento desses alunos. Quanta emoção ver as notas deles no segundo semestre se igualando aos demais colegas que tiveram muito mais oportunidades e condições para estudar. Quanta emoção… conseguimos, gente, conseguimos… estamos conseguindo…

Percebi claramente que falta de base nada tem a ver com capacidade intelectual e me surpreendi muito quando vi minha cara se esfarelando e a poesia sambando na cara do meu preconceito ou melhor, do meu desespero – no sentido, aqui, de negar a esperança.

Este ano (como em outros nas minhas turmas do primeiro ano), minha primeira avaliação foi coletiva e não individual. Os alunos tinham que fazer um grupo, estudar entre eles e, no dia da prova, eu faria uma pergunta em que somente um deles, sorteado por mim na hora, resolveria no quadro a questão por mim colocada. A nota do aluno escolhido seria a nota de todos os demais componentes daquele grupo. Essa foi uma forma que encontrei de forçar os alunos privilegiados a me ajudarem a ajudar os menos privilegiados.

Para um jovem de 15 anos, isso beirou o absurdo das injustiças. Uma aluna veio falar comigo: “professora, eu vou ter que convencer o outro a estudar como? Eu tô chamando e ele, quando vem, nada fala!”

Com muito amor e já mais experiente e segura, expliquei a ela que estávamos lidando com uma pessoa que vinha de uma realidade completamente diferente e que a forma de incluí-la não seria fazendo um chamado comum porque esse ser já tinha sofrido na pele o diabo da exclusão social e se sentia amedrontado perante os demais. “Você vai ser o diferencial na vida dele. Dependendo da forma em que se chegue a ele, você pode despertar um artista, um sábio, um colega pensante ou minar qualquer coisa boa que possa emergir.” A menina de 15 anos me olhou assustada. Nunca talvez ninguém havia lhe dado tanta responsabilidade. Continuei: “Sim. Temos que, acima de tudo, cuidar uns dos outros sempre. Isso se aprende também na escola.”

A prova foi ontem. Sem querer, escolhi o aluno com maior dificuldade. Ele foi ao quadro e falou com certa timidez natural, mas com uma segurança que eu mesma não esperava.

Ao final da aula, a aluna veio emocionada falar comigo: “Professora, fiz o que a senhora falou. Chamei o menino de outra forma e com jeitinho fui tirando dele o que ele sabia e mostrando a ele como agir. Estudamos a tarde toda. Você viu como ele falou bem?”. Havia o orgulho e a felicidade em ter ajudado o próximo e incluir um que, em outra época, seria completamente jogado às margens da nossa sociedade sendo o que chamamos de “marginal” em sua essência.

Escrevo isso sob uma emoção ainda muito forte. Quando vejo a primeira turma de cotistas se formando com louvor sem nada mais ter do que se envergonhar em termos de conhecimento em relação aos seus colegas, eu devo agradecer por essa oportunidade que esse governo me deu de fazer com que eu fosse uma verdadeira educadora. Devo agradecer pela oportunidade de me fazer unir e dialogar com os colegas e crescermos todos como um verdadeiro centro de ensino. Devo agradecer por ter me feito um ser humano infinitamente mais sensível e melhor.

Reclama da política das cotas quem nunca sentiu na pele e testemunhou o desabrochar da dignidade de um cidadão…



Fonte: https://posgraduacaosite.wordpress.com/2016/05/01/um-pouco-sobre-cotas/

UM POUCO SOBRE COTAS


*Este texto foi escrito pela professora Elika Takimoto em seu facebook, de tão interessante e também emocionante, o transformamos em post deste blog!

Há quatro anos, tivemos no CEFET/RJ nossos primeiros alunos cotistas. Para entrar lá, os jovens fazem uma prova de seleção. Naquele ano, 50% das vagas foram destinadas para alunos negros, de escolas públicas e com renda baixa.

Lembro-me que levei um susto ao entrar em sala. Havia negros e alunos extremamente diferentes na forma de se expressar. Eu simplesmente não sabia como lidar. Pensei em escrever uma carta para Dilma reclamando. Se esse governo quer colocar cotistas em sala, que ao menos nos dê uma certa infra-estrutura para recebê-los! Psicólogos, pedagogos, assistentes sociais… cadê esse time para nos ajudar? Nada? Como assim?

Da mesma forma que sempre fazia com a minha turma, eu mandava o meu aluno estudar. Dizia que se ele não fizesse a parte dele, não passaria porque bababá bububú… muitos alunos cotistas não mexiam o dedo mesmo eu repetindo o discurso: você tem que estudar! Você tem que estudar!!!

Percebi que muitos não sabiam o que era “estudar” porque, meodeos, nunca haviam estudado. Era como eu virar para qualquer outro na rua que nunca, por exemplo, estudou música e falar: você tem que treinar piano! Você tem que treinar piano! O cara ia sentar em frente ao piano e fazer o quê? Não saberia nem por onde começar! Quando percebi isso entrei em desespero porque o problema era muito maior do que pensava…

O que fazer? Desistir? Deixar que todos repetissem? Mas seriam muitos! O desespero une os seres humanos que estão sob o mesmo inferno. Nós, professores, fomos conversando e juntamente com parte da equipe pedagógica, criando subsídios para esses alunos.

A ficha caiu quando um menino de boné e cordão prata veio até mim e falou: “Professora, você fala que eu tenho que estudar. O que seria exatamente isso? Eu não quero perder essa oportunidade. Me ajuda…”

Esse menino mal sabia pegar no lápis por falta de hábito…

Tivemos que lidar também com tensões e preconceitos que existiam entre eles. Por exemplo, alguns alunos que vieram de escolas particulares com família bem estruturada não entendiam por quê o colega não fazia o trabalho direito. Inicialmente, houve, em algumas turmas, segregação. No jogo de xadrez, por exemplo, onde temos peças pretas e brancas, eles perguntavam quem seria os cotistas e os não-cotistas…

Sei que criamos aulas de atendimento… preparamos nossos monitores para atender a esse novo perfil de aluno. Ensinei a aluno segurar no lápis e organizar o raciocínio para aprender física e fazer problemas de IME e ITA como fazia em todos os outros anos e dá-lhe conversas com todos os demais privilegiados para entender que não é excluindo que incluímos ninguém. Não é fazendo o mal que faremos um bem…

O que nenhum professor do CEFET admitia era baixar o nível de nossa instituição. Eles, os alunos cotistas, teriam que alcançar os demais. Foi preciso muita dedicação, hora extra, mais avaliações para o aluno ter oportunidade de recuperar a nota – dentre outras coisas maiores como, por exemplo, amor ao próximo e empatia à causa – para que o equilíbrio, enfim, fosse alcançado.

Foi preciso muito mais trabalho…

Fizemos um forte levantamento sobre o rendimento desses alunos. Quanta emoção ver as notas deles no segundo semestre se igualando aos demais colegas que tiveram muito mais oportunidades e condições para estudar. Quanta emoção… conseguimos, gente, conseguimos… estamos conseguindo…

Percebi claramente que falta de base nada tem a ver com capacidade intelectual e me surpreendi muito quando vi minha cara se esfarelando e a poesia sambando na cara do meu preconceito ou melhor, do meu desespero – no sentido, aqui, de negar a esperança.

Este ano (como em outros nas minhas turmas do primeiro ano), minha primeira avaliação foi coletiva e não individual. Os alunos tinham que fazer um grupo, estudar entre eles e, no dia da prova, eu faria uma pergunta em que somente um deles, sorteado por mim na hora, resolveria no quadro a questão por mim colocada. A nota do aluno escolhido seria a nota de todos os demais componentes daquele grupo. Essa foi uma forma que encontrei de forçar os alunos privilegiados a me ajudarem a ajudar os menos privilegiados.

Para um jovem de 15 anos, isso beirou o absurdo das injustiças. Uma aluna veio falar comigo: “professora, eu vou ter que convencer o outro a estudar como? Eu tô chamando e ele, quando vem, nada fala!”

Com muito amor e já mais experiente e segura, expliquei a ela que estávamos lidando com uma pessoa que vinha de uma realidade completamente diferente e que a forma de incluí-la não seria fazendo um chamado comum porque esse ser já tinha sofrido na pele o diabo da exclusão social e se sentia amedrontado perante os demais. “Você vai ser o diferencial na vida dele. Dependendo da forma em que se chegue a ele, você pode despertar um artista, um sábio, um colega pensante ou minar qualquer coisa boa que possa emergir.” A menina de 15 anos me olhou assustada. Nunca talvez ninguém havia lhe dado tanta responsabilidade. Continuei: “Sim. Temos que, acima de tudo, cuidar uns dos outros sempre. Isso se aprende também na escola.”

A prova foi ontem. Sem querer, escolhi o aluno com maior dificuldade. Ele foi ao quadro e falou com certa timidez natural, mas com uma segurança que eu mesma não esperava.

Ao final da aula, a aluna veio emocionada falar comigo: “Professora, fiz o que a senhora falou. Chamei o menino de outra forma e com jeitinho fui tirando dele o que ele sabia e mostrando a ele como agir. Estudamos a tarde toda. Você viu como ele falou bem?”. Havia o orgulho e a felicidade em ter ajudado o próximo e incluir um que, em outra época, seria completamente jogado às margens da nossa sociedade sendo o que chamamos de “marginal” em sua essência.

Escrevo isso sob uma emoção ainda muito forte. Quando vejo a primeira turma de cotistas se formando com louvor sem nada mais ter do que se envergonhar em termos de conhecimento em relação aos seus colegas, eu devo agradecer por essa oportunidade que esse governo me deu de fazer com que eu fosse uma verdadeira educadora. Devo agradecer pela oportunidade de me fazer unir e dialogar com os colegas e crescermos todos como um verdadeiro centro de ensino. Devo agradecer por ter me feito um ser humano infinitamente mais sensível e melhor.

Reclama da política das cotas quem nunca sentiu na pele e testemunhou o desabrochar da dignidade de um cidadão…



Fonte: https://posgraduacaosite.wordpress.com/2016/05/01/um-pouco-sobre-cotas/

Minas na Conferência Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia


Minas na Conferência Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia


Cientistas mineiros participaram na Turquia, entre os dias 26 e 28 de abril, da 14a edição da Conferência Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia.

Conheça algumas das pesquisas apresentadas na conferência.

Tânia Costa e Lara Mucci Poenaru apresentam os resultados de uma sequência didática desenvolvida durante seis meses no Museu Itinerante Ponto UFMG, em que estudantes entre 6 e 7 anos recriaram suas concepções prévias sobre a Antártica.

As análises se basearam em atividades escritas, desenhos, gravações e anotações de campo.

Notou-se que as concepções iniciais dos alunos estavam permeadas por elementos fantasiosos, muitas vezes mesclados a informações advindas de filmes como Happy Feet e Era do Gelo.

A comparação entre os desenhos iniciais e aqueles realizados após a exposição dos alunos a informações científicas sobre o continente demonstraram uma transição da fantasia à realidade, levando a uma ampliação do repertório criativo dos participantes.

Os resultados da pesquisa apontam para a importância da imaginação e da fantasia no processo de aprendizagem, enquanto ponto de partida para trabalhar os conceitos equivocados.

Adlane Vilas-Boas, em co-autoria com Tayline Silva Oliveira e Juliana Santos Botelho, busca compreender, em sua pesquisa, porque professores brasileiros evitam se autodenominar cientistas.

Partindo da evidência de que poucas pessoas no país são capazes de nomear um cientista contemporâneo, as pesquisadoras ouviram 20 professores de um instituto de pesquisas biológicas, explorando formas de auto denominação em situações formais e informais.

Os resultados mostram que a maior parte dos entrevistados não utiliza o termo “cientista” para se apresentar.

Por meio de grupo focal, alguns motivos para se identificarem como professores universitários e não cientistas foram evidenciados: 1) porque esta é a posição para a qual foram contratados; 2) “cientista” não é uma profissão regulamentada no Brasil.

As discussões mostraram ainda uma conexão entre a falta de visibilidade dos cientistas e o baixo investimento no setor, apontando caminhos para compreensão dos processos de profissionalização em ciências em países emergentes.

sentidos do nascer

Esta foi a pesquisa de Bernardo Jefferson Oliveira, em co-autoria com Sonia Lansky, Verona Campos, Kleyde Ventura, Amelia Augusta Friche, Rejane Spitz, Newton Gamba Jr.

A exposição interativa itinerante estruturada em quatro containers busca contribuir para a mudança da percepção sobre o nascimento, incentivando a valorização do parto normal e redução da cesariana desnecessária.

Dentro da exposição, inicialmente, as pessoas se vêem grávidas, em seguida, passam por uma loja caricata, na qual o nascimento é explorado como um negócio, assistem a um diálogo controverso sobre nascimento e, finalmente, passam por uma experiência sensorial emotiva de parto.

A exibição móvel utiliza diferentes recursos midiáticos e de linguagem, alcançando públicos com diferentes formações, de maneira divertida e interessante.

Os resultados têm surpreendido a equipe responsável pelo projeto, na medida em que funciona como elemento catalisador de debates entre atores de diversos segmentos, favorecendo a articulação entre grupos locais, políticas públicas e elevando a consciência sobre projetos rivais de diferentes representações sociais em uma esfera pública.

Sentidos do Nascer é um projeto financiado pelo CNPq, Ministério da Saúde e Fundação Bill & Mellinda Gates, que conjuga arte, ciência e tecnologia. Utiliza metodologias de pesquisa-ação para promover transformações nas representações sociais sobre o parto e nascimento e para analisar as implicações da exposição na percepção dos visitantes.

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O projeto Ciência no Ar teve início em 2011, na UFMG, utilizando meios não convencionais como ônibus e programa de rádio, para levar a ciência aos moradores da região metropolitana de Belo Horizonte.

Para ampliar o alcance, os responsáveis passaram a utilizar ferramentas digitais como blogs e redes sociais.

Na fase atual, dados coletados nas redes sociais são analisados para compreender as possibilidades de engajamento trazidas pelas tecnologias digitais e verificar novas formas de ampliar a participação nas discussões sobre ciência.

Fazem parte do projeto e assinam o artigo Alan Sales Barbosa, Daniella Do Valle, Elisa Gonçalves Andrade, Paulina Maia Barbosa, Adlane Vilas-Boas.

ciência

Nesta pesquisa, foram ouvidos quarenta alunos que trabalharam no projeto de popularização científica  da UFMG “Ciência para ler e ouvir”.

Neste projeto, os estudantes de graduação, das áreas biológica e de comunicação, trabalham principalmente com a produção de texto para rádio, internet e leitura em ônibus.

A pesquisa, de autoria de Monica Bucciarelli Rodriguez, Juliana Santos Botelho e Adlane Vilas-Boas, busca compreender como este envolvimento no período de graduação influencia nas escolhas profissionais dos formandos.

Saiba mais:

 



Fonte: https://fapemig.wordpress.com/2016/04/30/minas-na-conferencia-comunicacao-publica-de-ciencia-e-tecnologia/

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